quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Como ser notado no Linkedin


Algum amigo lhe disse que é procurado o tempo todo por recrutadores no Linkedin, mas o seu perfil parece ter alguma praga, pois ninguém entra em contato.

Isso pode estar acontecendo por alguns motivos.

Cuide de sua rede
O mais importante a se lembrar é que o Linkedin é uma rede social. Se não estiver bem conectado nesta rede, não será percebido pelos outros usuários.

Quando um recrutador busca por um “gerente de projetos” no Linkedin, por exemplo, os resultados da plataforma vão privilegiar pessoas dentro ou próximas de sua rede de contatos.

Assim, é importante crescer sua rede constantemente. Tente ter no mínimo 500 conexões, mas quanto mais melhor. Além disso, junte-se ao maior número de grupos relacionados a sua área de atuação e interaja com os outros membros. Você vai ver. Com essa simples medida, as visualizações do seu perfil vão aumentar significativamente.

Otimize as configurações do seu perfil
Como ferramenta digital, o seu perfil de Linkedin é muito mais do que o seu histórico profissional. Além do texto, você pode definir várias configurações que influenciam como e se aparece nas buscas.

Certifique-se que definiu que está aberto a oportunidades no item “Interesses de carreira”. Mude o status do seu perfil e da foto de perfil para público. Preencha os seus cargos de interesse, etc. etc.

O Linkedin tem várias alavancas, utilize-as!

Incorpore palavras chave
Otimizar as configurações do seu perfil vai ajudar você aparecer nas pesquisas, mas não é suficiente. Para aumentar as possibilidades de ser visto por um headhunder, é necessário aprimorar o texto do seu perfil para o meio digital. Tente incorporar palavras-chave em cada seção. Por exemplo, se está procurando vagas que exigem a "gestão de equipes ágeis", isso deve aparecer várias vezes ao longo do seu perfil.

Certifique-se também que a seção de competências esteja populada com o maior número possível de palavras-chave (o Linkedin permite até 50 competências, aproveite).

Pense bem no seu título
O título abaixo do seu nome é a primeira coisa que os recrutadores verão nos resultados de busca. O Linkedin puxa o título de seu último cargo, mas não o deixe assim. Seu título deve refletir o que faz e o que pode fazer e é sua chance para se destacar. Ao invés de simplesmente "Engenheiro de Produção," sua manchete poderia ser: "Engenheiro de Produção com experiência em automação e paixão pela melhoria contínua."

Boa sorte e se precisar de ajuda com seu perfil, entre em contato.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Como driblar o ATS, o algoritmo obstruindo seu currículo.



Sabia que – em média – você tem seis segundos para agarrar a atenção do recrutador antes de seu currículo acabar na pilha dos rejeitados? Por isso que é tão importante ter um CV bem formatado e sucinto.

Mas espera aí, tem mais. Hoje em dia, é bem provável que seu currículo nem está sendo visualizado por olhos humanos antes de ser descartado. Tem um robozinho avaliando seu histórico profissional.

Em inglês, esses algoritmos se chamam Applicant Tracking Systems (ATS) ou Sistemas de Rastreamento de Candidatos e a maioria das grandes empresas utiliza-os para fazer uma triagem dos currículos antes de envia-los para seu RH. Toda vez que fizer o upload do seu CV em um site de empresas ou portal de empregos, você primeiro vai ter que enfrentar os olhos críticos de uma máquina.

Confira aqui algumas dicas para driblar esse exterminador de entrevistas de emprego.


1. Mantenha a formatação simples 
Talvez queira demonstrar toda sua criatividade e individualidade ao seu futuro empregador, mas o ATS gosta é de simplicidade. Nada de logos, fotos ou imagens, símbolos ou fontes fora do comum. Tudo isso só vai confundir o pobre robozinho. E quando o robozinho fica confuso, seu currículo é rejeitado.

Além disso, quando se trata dos tópicos do seu currículo, não reinvente a roda! Use somente os títulos familiares como Qualificações Profissionais, Formação, Experiencia Profissional, etc. O sistema ATS não vai saber categorizar as informações em itens como “Publicações” ou “Organizações” e vai simplesmente desconsidera-los em sua avaliação.

E por fim, envie seu currículo em Word em vez de PDF. Os sistemas ATS mais antigos têm alguma dificuldade em processar as informações neste último formato.

2. Acerte as palavras chave 
Cada área de atuação tem sua gíria: um conjunto de habilidades, responsabilidades, técnicas e tecnologias associadas com o bom desempenho de uma determinada função. Nosso robozinho vai estar a procura dessas palavras, faça com que ele as encontre!
  • Copie as palavras chave da descrição do cargo da vaga. É bem provável que essas palavras sejam as mesmas que o recrutador programou no ATS para pescar seu “Gerente de TI Ágil”, por exemplo.
  • Utilize serviços como Wordle e TagCrowd para descobrir as palavras importantes em sua área de atuação. Alimente estas ferramentas com as descrições de cargo de sua área para visualizar uma nuvem de palavras relevantes e utilize-as no seu currículo.
  • Use sempre o sigla e o termo completo. Ou seja, não escreva “CEP”. Também não “Controle Estatístico de Processos”. Mas “CEP (Controle Estatístico de Processos)”.
Agora preste atenção: não exagere. Lembre se que depois do robô, seu currículo vai ter que passar a avaliação de um ser humano. Uma lista entediante de palavras chave só vai atrapalhar nessa etapa.

3. Esqueça o tópico Objetivo
A seção “objetivo” é um desperdício de espaço valioso. É obvio que quer trabalhar na Gestão de Projetos se você acaba de se candidatar para uma vaga de Gerente de Projetos.

Use esse espaço para um resumo executivo. Uma seção de no máximo dois parágrafos descrevendo seus resultados, suas competências e suas experiências. E aproveite para utilizar as palavras chave que o ATS tanto gosta.

4. Salve seu Currículo como “Texto sem Formatação”
Existe um teste simples para saber se seu currículo está causando problemas para o ATS: salve-o como “texto sem formatação”. Se a versão sem formatação omitir detalhes, tiver caracteres salvos incorretamente ou parecer desorganizada (ou seja, o tópico "Educação" aparece no meio da sua experiência de trabalho), então pode ter certeza que seu currículo precisá ser editado antes de ser compatível com um ATS.

É isso aí. A ascensão das maquinas chegou. Mas com um pouco de atenção, podemos fazer os robôs trabalharem ao nosso favor.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Como encontrar um emprego na Europa?


Não vou mentir. Não é nada fácil encontrar um emprego na Europa. O mercado de trabalho é altamente competitivo e a União Europeia exige que empregadores procurem primeiro por candidatos dentro da união para preencher qualquer vaga.

Mas tem uma luzinha no final do túnel. Em algumas áreas de atuação, há uma grande carência de profissionais qualificados. Se está seguindo uma carreira nas áreas de TI, Saúde, Engenharia, Ciências, Business Intelligence ou Marketing Digital, por exemplo, você tem uma ótima chance de encontrar um emprego na Europa. Desde que siga as seguintes dicas:

1 – Tenha um currículo bem feito e em inglês perfeito
Ter um currículo em inglês é indispensável para encontrar um emprego na Europa. Por isso, invista na elaboração de um currículo que destaque suas qualidades e experiências em um inglês impecável. Cuidado para não cometer erros! Contrate um serviço especializado se não tiver um inglês totalmente fluente.

2 – Entre em contato com agências de recolocação e recrutamento
O mercado europeu é vasto e diversificado. Amsterdã não é igual a Paris. Paris não é igual a Barcelona. Etc. etc. Existem muitas vagas diferentes em lugares diferentes com particularidades diferentes. Se não conhecer o mercado local, não vai conseguir encontrar todas as oportunidades que se encaixam no seu perfil. Por isso, entre em contato com agências de recolocação e recrutamento em alguns países para aumentar consideravelmente sua chance de encontrar a vaga perfeita.

3 – Faça o networking no Linkedin
Muitas vezes, o que importa não é o que sabe, mas quem conhece. Muitas vagas são preenchidas por indicação e na Europa isso não é diferente. Por isso, participe ativamente de grupos da sua área de atuação nos países onde pretende trabalhar. Entre em contato com colegas nesses grupos e peça ajuda ou dicas. Simples assim? Sim, simples assim, mas não tão fácil quanto parece.

4 – Inscreva-se e procure vagas em portais de empregos
Existem vários portais de empregos internacionais. Alguns dos mais importantes são o Indeed e o Jooble. Nesses sites, porém, não basta criar um perfil, é necessário procurar ativamente por aquela vaga adequada às suas qualidades e experiências.

5 – Perseverança
Se você não for muito sortudo, seu emprego não vai aparecer de um dia para o outro. Mas não desista, se tiver qualidades requisitadas, uma hora sua vaga vai surgir. É só uma questão de estar bem posicionado para agarra-la.

Boa sorte!

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

5 dicas para melhorar seu perfil de Linkedin


Seu perfil de Linkedin é como um botão para chamar aquele elevador e subir na vida profissional, mas se você não estiver utilizando os recursos oferecidos pela plataforma, esse elevador não vai parar no seu andar.

Siga as seguintes dicas e faça seu perfil trabalhar por você: 

Dica 1: Tenha um perfil secundário em inglês.
Vivemos no mundo globalizado. Ter um perfil em inglês não é mais um luxo, mas uma necessidade. Se você ainda não tem um perfil secundário em inglês, está perdendo oportunidades.

Mas cuidado! Se não tiver inglês fluente contrate um serviço profissional para fazer a tradução.

Dica 2: Deixe sua foto de perfil pública.
A foto de perfil é muito importante. É sua única chance de fazer uma primeira impressão. Pesquisas do próprio Linkedin revelam que perfis com fotos recebem 11x mais cliques. Por isso, escolha uma foto boa e apresentável. E não se esqueça de alterar as configurações para que sua foto seja visível ao público.

Dica 3: Pense em um bom título.
O título profissional aparece logo sob seu nome. É o lugar para contar aos visitantes quem você é e o que faz. Pense nele como sua proposta de venda. Muitos colocam simplesmente o cargo exercido, seguido pela empresa. Mas isso é uma oportunidade perdida para se destacar da multidão. Não seja apenas um “gerente de vendas”, mas um “gerente de vendas com histórico de sucesso em líderes de mercado”.

Dica 4: Invista no seu resumo.
O seu resumo serve para destacar suas principais competências e qualidades, mas o novo layout do Linkedin só mostra as primeiras duas linhas. Você está levando isso em conta? Para seduzir seu visitante a clicar em “visualizar mais”, essas primeiras duas linhas devem ser muito bem pensadas.

Eu mesmo escrevi isso: “Minha especialidade é traduzir e turbinar currículos, perfis de Linkedin e artigos acadêmicos, campos onde acumulei vasta experiência. Desde 2009, já melhorei ou traduzi:..."

Dica 5: Adicione uma imagem de capa
Com uma imagem de capa você se destaca ainda mais e dá aquele toque pessoal ao seu perfil. Escolha uma foto associada a sua área de atuação (um martelo para um engenheiro civil, por exemplo) e não se esqueça que você pode adicionar um texto como slogan.


Ficou interessado e quer saber mais? Visite meu site. Talvez possa ajudar

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Como fazer um currículo americano?

Simples, é só traduzir o meu currículo do português para o inglês, certo?

ERRADO!

Currículos no Brasil são muito mais longos do que os ‘resumes’ nos EUA. Enquanto um CV tupiniquim costuma ter entre 2 a 3 páginas, a versão americana não deve ter mais de 1 página (salvo raras exceções, como currículos médicos o de CEOs).

A formulação das frases também é completamente diferente no documento americano. Em português, candidatos frequentemente usam frases como “desenvolvimento de times de alta performance”, por exemplo, mas em inglês fica muito melhor usar o verbo ativo em vez do substantivo. Ou seja, em vez de colocar “development of high-performance teams”, escreva: “developed high-performance teams.”

Além disso, é extremamente importante pensar nas palavras-chave certas para seu currículo, pois os departamentos de RH nos EUA estão usando cada vez mais algoritmos e sistemas automatizados para fazer uma pré-seleção dos candidatos.

Quer traduzir e modelar seu CV de acordo com as melhores práticas do mercado americano? Então entre em contato. Com mais de 10 anos de experiência elaborando currículos para vários mercados, tenho certeza que posso ajudar.

sábado, 1 de setembro de 2018

Como filho de mãe paraibana e tradutor, essa imagem realmente ressoa comigo :-)


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Pratique para uma entrevista de emprego em inglês

Seu currículo diz que seu inglês é fluente? Então isso significa que, no mínimo, você consegue se manter em uma entrevista de emprego em inglês.

Então vamos ver. Pratique suas respostas para as perguntas mais frequentes em inglês em entrevistas de emprego neste vídeo muito útil (pause depois de cada pergunta).





E aí? Como se saiu?

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O serviço de tradução + modelagem de CVs

Frequentemente, meu cliente claramente tem sólidas experiências e qualidades requisitadas no mercado de trabalho. Contudo, por pressa, falta de prática ou insuficiente distancia crítica, não consegue transmitir essas informações de forma sucinta, clara e atrativa no seu currículo:
  • O documento é longo demais... 
  • A formulação das frases é desnecessariamente complicada... 
  • O CV tem muitas repetições e redundâncias... 
  • A formatação é confusa... 
  • Ou uma combinação de tudo o que precede. 

O resultado é uma oportunidade perdida. No melhor dos casos, um CV mal feito simplesmente não chama a atenção. No pior, ele imediatamente desqualifica o candidato.

Felizmente posso ajudar. Depois de tantos anos traduzindo CVs, adquiri a experiência e o conhecimento para transformar seu currículo naquilo que deve ser: seu cartão de visitas.

Diferença entre tradução técnica e o serviço de modelagem.

Muitas vezes me perguntam se faço um tradução literal. Não, nunca!

Mesmo na tradução técnica, tomo o cuidado de adaptar a formulação e o ritmo das frases para que o texto flua e soe bem em inglês.

Por exemplo:
"Elaboração de demonstrações financeiras”
Vira:
“Drafted financial statements” e não “elaboration of financial demonstrations”

Mas de resto não faço nenhuma grande alteração no conteúdo, na formatação ou na estrutura. O resultado é um CV em inglês que é fiel ao original em português. Se você está satisfeito com o seu CV em português, a tradução técnica é a opção recomendada.

Quando faço a modelagem, no entanto, transformo seu currículo de acordo com as melhores práticas internacionais:
  • Eliminando informações desnecessárias ou redundantes 
  • Ordenando os dados de forma mais clara e convincente 
  • Utilizando frases curtas e impactantes 
  • Empregando uma formatação elegante e convidativa 

O resultado é um CV atrativo que apresenta qualidades e experiências de forma clara e persuasiva. Ou seja, tudo que um currículo realmente deve ser.

Confira aqui uma comparação de uma tradução técnica com uma tradução com modelagem do mesmo CV.

ou

Contrate agora o serviço de tradução + modelagem





sexta-feira, 27 de março de 2015

Em CVs, memos é mais

Já escrevi sobre isso antes no meu Blog, mas já que continuo recebendo obras enciclopédicas que se passam por currículos, sinto me compelido a enfatizar:

Seu currículo tem mais de três páginas? Então ele está longo demais. Ponto.

E não sou eu que digo, veja aqui a opinião de especialistas na revista exame.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Como traduzir seu perfil no LinkedIN

Você sabia que o LinkedIN permite a vinculação de perfis em vários idiomas à mesma conta?
Ou seja, você pode ter um perfil em português e outro em inglês e o LinkedIN abre sempre aquele que for mais relevante para a pessoa que está visitando.
Muito prático! E vamos ser honestos, se você ainda não tem um perfil em inglês, está perdendo oportunidades.
Por isso, segue aqui um passo a passo sobre como criar um perfil em um segundo idioma.

(Se precisa de ajuda para traduzir o texto do seu perfil, contrate meus serviços de tradução de perfil de Linkedin)

  1. Abra seu perfil. Ao lado do botão “EDITAR” tem uma setinha para um menu suspenso. Passe seu mouse por cima da setinha.



  2. Aparecerá um menu com as opções de edição. Escolha a opção “Criar perfil em outro idioma”

  3. Agora você pode escolher o idioma inglês do menu suspenso, e, se quiser, alterar suas informações pessoais (Note que o texto que você utilizou no perfil original é exibido como referencia em uma barra azul). Quando tiver feito as alterações desejadas, clique em “Criar Perfil”.

  4. Você criou seu perfil em inglês. Agora só falta traduzir o conteúdo do seu Resumo e Experiência Profissional para o inglês. Depois clique em “Concluir Edição”.

  5. Pronto, você agora tem um perfil em inglês. Qualquer potencial parceiro comercial estrangeiro será direcionado automaticamente para seu perfil em inglês. 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O que nos motiva?

É assim que o mundo corporativo Brasileiro acha que se motiva um funcionário: use a cenoura, e, se a cenoura não funcionar, dê-lhe o chicote.

A cenoura é o bônus, os benefícios, o salario. O chicote é aquela bronca, a permanente ameaça de demissão.

É uma ideia simples, mas também uma que já foi totalmente desmistificada pela ciência.

Para qualquer trabalho que exige um pingo de criatividade, a promessa de um bônus, ou de um pé no traseiro, não melhora nossa performance. Muito pelo contrário:

(legendas em português devem ativar automaticamente, senão clique no vídeo para seleciona-las)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Seu currículo salta da página?

Você se esforçou para listar todas as habilidades que possui. Não deixou uma experiência, uma responsabilidade de fora. Você explicou que é dinâmico, proativo, focado em resultados e tudo mais. Este é, com certeza, seu currículo mais completo.

Você manda sua obra suada para 100 vagas de emprego e... ...nada!

Quer dizer, nada não. Você recebe algumas respostas que começam mais ou menos assim: “Agradecemos sua participação, mas...”

Poucas coisas são mais frustrantes na caça a um novo emprego.

Será que faltou alguma coisa? Será que precisa colocar referencias profissionais? Será que precisa explicar que é realmente um cara legal?

Não!

A explicação mais provável é que seu CV tem é informação demais. O recrutador deu uma olhada na sua obra enciclopédica, viu a pilha de 1000 outros CVs e pensou: “sabe o que, tá na hora do almoço”.

Nas minhas traduções, me deparo frequentemente com currículos que pecam pelo excesso. Além disso, estão cheios de chavões corporativos e aquelas frases que não terminam nunca: “Experiência na área de marketing, sendo responsável pelo planejamento estratégico, conduzindo projetos..., liderando times..., controlando custos..., elaborando relatórios..., criando campanhas..., etc.”

Parecem ter saído de uma fábrica de gerúndios e particípios.

Um currículo é seu cartão de visitas! Não deve ser exaustivo, nem igual a todos os outros. Isso sim é a receita certa para dar sono no pobre analista do RH.

Um currículo deve demonstrar suas habilidades e experiências de forma sucinta. Desde que mantenha esta regra em mente, não há perigo em inovar no estilo, de colocar um pouco de sua personalidade no documento. Porque é assim que vai conseguir a atenção daquele recrutador sonolento. 

Quer um pouco de inspiração? Então vão aí alguns formatos de CVs absolutamente inovadores que saltam da página:







segunda-feira, 2 de julho de 2012

Se beber, não dirija! peça carona a Google

Conhecem a lei de Moore? Ela dita que a cada 2 anos, o poder de computação de nossos chips dobra. É por causa dela que hoje carregamos um computador no bolso que há 50 anos ocupava um andar de prédio. Nossas máquinas estão cada vez mais sofisticadas.

E seu iPhone ainda não é nada, prepare-se para uma verdadeira enxurrada de maravilhas tecnológicas que vem por aí.

Quer um exemplo? A Google já esta há alguns anos envolvida com carros. Isso mesmo, carros.

Assista este vídeo demonstrando este pequeno milagre tecnológico e contemple esta informação relacionada: O município de Las Vegas aprovou recentemente uma lei que permite carros sem motoristas nas ruas.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Os melhores países para estudar fora

Ter alguma experiência no exterior é uma grande vantagem para quem procura um bom emprego. E existe maneira melhor para adquirir essa experiência internacional do que um curso fora do Brasil?

Então, qual seria o melhor país para tirar aquele MBA executivo? Para fazer aquele curso de extensão?

É importante escolher um país com uma sólida reputação acadêmica. Querendo ou não, um curso nos Estados Unidos vai ter mais cacife que um na Guatemala, por exemplo.

Para ajuda-lo nesta escolha, apresento uma pequena lista com os países com as mais fortes instituições universitárias, baseado na lista das 100 melhores universidades do mundo da Times Higher Education:

  1. Estados Unidos (44 citações)
  2. Reino Unido (10 citações)
  3. Holanda e Japão (5 citações)
  4. Austrália, França e Alemanha (4 citações)
  5. Hong Kong, Suécia, Canadá e Suíça (3 citações)
  6. Singapura, Côrrea do Sul, China e Israel (2 citações)
  7. Bélgica, Turquia, Taiwan e, com a USP, Brasil (1 citação)

Agora é só encontrar a instituição com o melhor custo benefício. Boa sorte!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O QUE SÃO SuperPACs

O Center for Responsive Politics prevê que, antes de novembro, serão gastos 6 bilhões de dólares pelas diversas campanhas nas eleições americanas.

Este valor astronômico se deve em grande parte a uma decisão da Suprema Corte Americana, permitindo contribuições ilimitadas para campanhas políticas.

A decisão criou uma situação bizarra, pois ainda existe uma regra proibindo contribuições diretas de empresas à candidatos.

Ou seja, organizações podem contribuir ilimitadamente, mas não diretamente ao candidato que apoiam.

O que fazer?

Simples, apoiando uma causa política.

Assim surgiram os chamados SuperPACs. PAC, na sigla em inglês, significa Comitê de Ação Política e eles são mesmo Super, pois podem aceitar contribuições ilimitadas.

E para estes SuperPACs não existe causa melhor do que destruir a imagem do oponente de seu candidato.

Tom Toles, o cartunista do Washington Post, ilustra bem seus sentimentos com a chegada das eleições presidenciais em seu país:


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Empresas perdem exigindo demais de funcionários

Sempre me surpreendi com as relações de trabalho no Brasil, tanto com o abuso imposto pelos empregadores, como com a resignação da grande maioria dos funcionários.

Trabalhar até à meia noite sem receber hora extra? Normal.

O final de semana também? Por que não?

Uma carga de trabalho absurda sob a constante ameaça de demissão? De praxe.

O pensamento vigente parece ser: se você não quiser, tem quem queira.

E quem ganha espremendo o funcionário até o bagaço? A empresa?

Muito ao contrario! No livro Wellbeing: The Five Essential Elements (Bem estar, os cinco elementos essenciais) dois pesquisadores da Gallup comprovam que maltratar os funcionários prejudica o resultado da empresa.

Empresas com funcionários infelizes e estressados têm custos muito mais elevados com saúde e faltas, dificuldades em atrair e manter talentos e uma produtividade inferior. Maltratar funcionários, portanto, prejudica o resultado das empresas.

O livro deveria ser leitura obrigatória de todo executivo em posição de liderança no Brasil. Quem sabe eles abraçam a ideia e largam o chicote.

(Leia aqui a entrevista em inglês com os autores)

sábado, 12 de maio de 2012

RENASCENÇA 2.0

Quem Galileu procurava para conselhos? Onde ele encontrava inspiração para dar sentido às estranhas trajetórias orbitais que ele observava? No século 16 havia poucos gigantes da Ciência nos ombros dos quais ele pudesse se apoiar e a maioria estava morta e enterrada. Além disso, eu estou bem seguro, a biblioteca da Universidade de Pádua não tinha uma conexão de internet.

Mesmo assim, somente pela observação meticulosa e o raciocínio frio, o astrônomo e matemático italiano mudou para sempre a visão do mundo de toda a humanidade e, como bônus adicional, conseguiu enfurecer um bando de fundamentalistas. Isso é o que um homem dedicado pode fazer através da aplicação cuidadosa do método científico.

Agora imagine centenas, milhares, não, milhões de Galileus vivendo ao mesmo tempo, trocando e debatendo ideias, atacando problemas diferentes através de métodos semelhantes e vice-versa, inspirando um ao outro, competindo e cooperando.

Este é o mundo em que vivemos, hoje!

Só no Brasil há um exército de pesquisadores se dedicando à ciência. Eu sei porque todo mês corrijo o inglês de artigos científicos das áreas mais diversas: Nanotecnologia, Biologia, Genética, Medicina, Engenharia.

É o poder da razão humana multiplicado. Um poder verdadeiramente imponente, às vezes até um pouco assustador.

Considere, por exemplo, o campo da neurociência. Atualmente, dezenas de milhares de pesquisadores em todo o mundo estão seguindo centenas de caminhos diferentes com um único objetivo: compreender o funcionamento do cérebro humano. Eles estão escaneando o conteúdo de nossos crânios com instrumentos cada vez mais sofisticados, eles estão cultivando neurônios em placas de Petri, eles estão conectando cérebros de animais a robôs, eles estão construindo modelos computadorizados de regiões específicas do cérebro, etc, etc. Quando um caminho chega a um impasse, outro força um grande avanço. O ímpeto coletivo é esmagador, imparável.

Galileu, Da Vinci e alguns poucos cientistas e artistas espalhados pela Europa medieval nos libertaram da idade das trevas. Nossa própria Renascença, porém, promete ser muito mais profunda.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os 3 erros mais comuns em currículos

Já li muita coisa estranha nestes longos anos traduzindo currículos para o inglês, incluindo um cidadão que achou adequado listar todos os cachorros que já possuiu. Porque isto seria relevante para um cargo na área de logística, continua sendo um daqueles grandes mistérios da vida.

Porém, além dessas bizarrices pontuais, existem alguns erros que se repetem com tanta frequência nos CVs, que resolvi fazer uma pequena lista de coisas a evitar:

1 EVITE QUALIFICAÇÕES SUBJETIVAS

Você é flexível e dinâmico, focado em resultados e comprometido e - outro clássico - proativo? Parabéns amigo, é só você e a torcida do Corinthians.

Recrutadores estão cansados de ler estas qualificações subjetivas e elas contribuem pouco ou nada a seu currículo. Em um currículo, o importante não são as qualidades que você acha que possui, mas as qualidades que você pode demonstrar baseado nas suas experiências e seus resultados.

Da próxima vez, portanto, que você sentir o impulso de escrever que você tem ótimo relacionamento interpessoal – o maior chavão de CVs hoje em dia – pare e reflita:

Por que eu tenho um ótimo relacionamento interpessoal? Qual experiência ou resultado no meu histórico demonstra está habilidade?

É a resposta concreta, e não a qualificação subjetiva, que você deve colocar no seu currículo:

Não diga  "sou dinâmico", mas: "trabalhei em vários departamentos de empresas multinacionais e nacionais".

Não diga "tenho bom relacionamento interpessoal", mas: "gerenciei times heterodoxos".


2. SEJA CLARO E CURTO

Gente, é um currículo e não uma obra enciclopédica sobre sua vida. Se seu currículo tem mais de três paginas, ele está longo demais.

Corte informação irrelevante, como hobbies e interesses, sua escola de segundo grau ou creche (sério, tem gente que coloca).

Não repita informações. Se você já escreveu que você gerenciou uma equipe de engenheiros no item “qualificações”, não precisa repetir isso mais dez vezes no seu histórico profissional.

Use frases curtas. Não abuse do particípio e do gerúndio.

3. EVITE JARGÃO

Essa dica é voltada especialmente para nossos amigos da engenharia e da TI. 

Você pode achar que a seguinte frase é compreensível: “gestor PMO implementando práticas PMBOK, com foco nos KPIs em projetos de TI usando C/C++ em um ambiente LINUX”.

A maioria, porém, se sente totalmente perdida diante desta sopa de letras. Por favor, explique o que você faz em língua de gente, para nós, pobres mortais!

terça-feira, 27 de março de 2012

O monstro de estimação do partido Republicano


Em 2008 o partido Republicano perdeu tudo: a Câmara dos Deputados, o Senado e a Presidência dos Estados Unidos. Em vez de refletir sobre as causas desta derrota – a gestão desastrosa de George W. Bush, por exemplo – os Republicanos decidiram reverter a uma velha estratégia, pois era uma estratégia que já havia funcionado varias vezes no passado. O partido iria opor tudo que fosse proposto pelos Democratas, sem distinção, e apelar para o medo e racismo da classe média branca nos estados sulistas e no interior dos Estados Unidos.

Foi assim que tiraram seu velho monstrinho do armário, apelidaram-no de “Tea Party” e lançaram-no ao mundo menos de um mês após a posse de Barack Obama.

E o monstrinho foi crescendo. “Vamos retomar nosso país”, gritava. “Barack Hussein Obama não é um verdadeiro Americano, mas um agente mulçumano infiltrado”, delirava. “O plano de estimulo a economia é parte dum esquema para fazer dos Estados Unidos uma nação socialista”. E assim por diante.

Em 2010 a velha estratégia parecia estar funcionando. Impulsionados pela energia raivosa do Tea Party e a decepção generalizada com o fraco desempenho da economia, os Republicanos proferiram uma derrota esmagadora ao partido Democrata e retomaram a Câmara dos Deputados.

Mas aí uma coisa curiosa aconteceu.

A elite do partido Republicano sempre entendeu que em uma eleição presidencial, candidatos radicais têm poucas chances de sucesso. Por isso montaram seus planos para derrotar Barack Obama em volta da candidatura de um gestor de empresas, o moderado Mitt Romney. Estava tudo encaminhado para retomar a Casa Branca. Só um problema: o monstro já não obedecia mais.

Nas prévias para a eleição presidencial, Romney enfrenta três candidatos: um fundamentalista cristão, um oportunista com um histórico de desvios morais e éticos e um libertário que, se tivesse a chance, acabaria com as proteções sociais e abraçaria o capitalismo selvagem do século 19. Nenhum deles tem a mínima chance de derrotar Obama em novembro. 

Deveria ser uma vitória simples para Romney, mas o monstro não quer saber, ele só dará seu selo de aprovação para um candidato ultraconservador. Por isso, Romney está sendo forçado a adotar posições cada vez mais conservadoras e isso vai prejudica-lo muito na eleição geral em novembro. 

O Tea Party, que foi solto pelos Republicanos para atacar seus inimigos, vai acabar dando a vitória de mãos beijadas para Obama. Se isso não for ironia, não sei o que é